terça-feira, fevereiro 12, 2008

Sucesso é ser feliz na vida!

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(¸.·´ (¸.·` ** Bem vindos a 2008!
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Esta frase da super modelo alemã Heidi K. resume o meu momento. 2008 começou me trazendo um novo caminho, novas percepções. Acho que o que passei em 2007 foi um aprendizado, uma preparação para os acontecimentos deste novo ano.
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Na virada do ano de 2007 para 2008 não fiz simpatias, ou qualquer ato que pudesse me trazer sorte no ano vindouro. Somente fiz questão de passar com os pés no chão, descalça, em cima da terra. Sim, fincados na terra, cientes do seu lugar, de sua função de equilibrar minha estrutura, de segura-la, mantê-la. Foi assim que meu ano começou e assim que o vejo.
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Mais magra, loira, com os cabelos curtos. Assim começo fisicamente. Minhas experiências em Sorriso-MT me ajudaram a ter forças para lutar pelo que desejo, pelo que sonho e almejo. Ficar no silêncio, sem comentar o que me dizem, pode dar um significado de concordância. Mas não o é. Calo-me para não criar atrito, discussão.
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Uma pré-balzaquiana sou. E ciente de que se não tomar as rédeas da minha vida agora e decidir meus rumos sem intromissões e/ou “sugestões”, seguindo o meu querer.
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Na maioria das vezes calei meu coração. Em nome da família, em nome do que é melhor para mim,… Abri mão de algumas coisas que me eram vitais e conheci outras que foram importantíssimas para minha formação e consciência.
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Hoje trabalho com amigos muito queridos em Santa Rosa-RS, apesar de nunca ter almejado advogar, creio que atualmente este seja um caminho. Anteriormente, em meus estágios, trabalhei nas mais diversas áreas do direito e não me sentia feliz nelas. Contudo, o escritório abriu meus olhos para algo que eu não tinha percebido: a beleza do Direito Previdenciário.
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Ajudar ao outro. Pessoas humildes. Em cada conversa conhecendo um pouco mais de suas vidas, de suas histórias, experiências e aprendendo. Sempre. Estou me realizando neste trabalho, mas não é só.
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Meu sonho é lecionar. Ser professora. De que adianta ter conhecimento se não posso transmiti-lo, e, ao entrar em sala de aula, me propor a aprender com os estudantes. Sempre estudando. O estudo contínuo também é um sonho quase real. Apesar de estudar sempre, não continuei com um Mestrado e Doutorado, mas é questão de tempo. Tão somente tempo.
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Não quero concursos. A estabilidade é atrativa, sim! Mas a que preço? Todos os dias, 8 horas por dia, dentro de uma sala, sempre fazendo o mesmo trabalho, sempre vendo as mesmas pessoas. Concurso que paga bem? Quanto trabalho terei de levar para casa para deixar tudo em dia?
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Recordo-me da Dra. Fernanda, com quem estagiei no Ministério Público em Três de Maio. Quando ela assumiu a Comarca tinha 24 anos. Viveu até então para os estudos e a partir daquele momento viveria para o trabalho. Levava pilhas de processos para casa, os trazia prontos. Sempre. Tudo bem, morava somente com sua gatinha (uma linda gata persa), mas e a vida pessoal? Esquece-se?
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Não tenho namorado. Mas não é por isso que deixo de pensar em ter filhos, constituir uma família e até chegar neste estágio, dar atenção ao amor, a mim e a meu namorado. Não há relação que perdure sem um tempo para ela. Não há auto-estima que perdure sem que possamos ter um tempo para passarmos conosco, cuidando de nós (seja na academia, seja em um salão de beleza).
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Em Sorriso-MT tive muito tempo para pensar. Rever meus objetivos, que tipo de vida é o essencial, o que gostaria para meus filhos? Concluí que quero o que tive. Nem mais, nem menos.
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Quero ter tempo para sentar no gramado e brincar com meus filhos. Quero ter tempo de ler um bom livro (que não seja obrigação do trabalho). Quero poder cuidar da minha casa (ainda que alugada). Quero dizer não aos meus filhos.
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É importante poder dizer não. E ter coragem para tanto. Eu quero dizer que marca não importa, que ele não vai ser mais nem menos que alguém por não ter o novo tênis do Homem-aranha. Isso só aprendi com a educação que tive de meus pais. Com a falta de bens materiais e abraço total dos imateriais que me foram necessários para formação.
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Sei que os pais sempre querem o melhor a seus filhos. Mas o que é o melhor? É como discutir-se o bem e o mal. Cada um tem seu conceito. Eu fui ensinada a pensar. E assim, formei meus próprios conceitos. Creio que alguns deles vão de encontro ao “melhor” para mim.
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Por isso torno minhas as palavras de Heidi K. “sucesso na vida é ser feliz”. Não sou feliz porque não acredito em uma felicidade plena, mas em momentos felizes que ao longo da vida a fazem valer a pena.
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Tenho excelentes momentos felizes. E os não felizes me fazem aprender. Eles são necessários, assim como a felicidade.
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Hoje estou feliz por ter tido coragem de escrever estas palavras e dizer um pouco mais de mim. Sou feliz por estar certa de merecer o 2008 que se abre frente aos meus olhos como uma luz no final de um túnel que eu comecei a caminhar já há algum tempo.
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Que essa luz me ilumine. Que todos a vejam e corram ao seu encontro como faço agora.

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