Confissões, impressões e imperfeições de uma pré-balzaquiana
sábado, setembro 09, 2006
Para um amigo...
... que filosofa como um sábio, que ama como um desvairado, que vive pela loucura (que não o cega, às vezes o eternece), que se comove ao ser solidário e que vive, me abençoando com o seu carinho.
Não me descrevo. Pois assim me restrinjo a poucas palavras, e não sou só isso. Bom, talvez.
Ao traduzir-se, Lispector mostrou a muitos sua verdadeira face, seu querer(ou querendo, àqueles que sãoora reclusos, ora efusivos):
"É curioso como não sei dizer quem sou. Quer dizer, sei-o bem, mas não posso dizer. Sobretudo tenho medo de dizer porque no momento em que tento falar não só não exprimo o que sinto como o que sinto se transforma lentamente no que eu digo."
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