Dia desses (há algum tempo) o rapaz que trabalha no escritório cuidando das plantas pediu-me uma explicação sobre o que deveria fazer, pois um vizinho lhe importunava.
Falei-lhe sobre o que sabia, citei alguns casos parecidos. Ao final, me agradeceu. Disse que eu o deixei sem dúvidas e pediu se eu não gostaria de ser professora, não para ensinar nas universidades, mas para ensinar pessoas simples como ele sobre os seus direitos.
Aquelas palavras foram mais decisivas do que qualquer teste vocacional.
Minha vocação/missão de ensinar aflorou de forma repentina.
O saber comunicar-se.
Referir um conceito difícil em uma linguagem fácil, utilizando de gírias. Porque não?
O acesso à justiça começa pela comunicabilidade de seus operadores.
Espero estar no caminho certo. Primando pela clareza e simplicidade.
Justiça sim, para todos.
Que todos a entendam.
Que todos a percebam.
Essa sou eu


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