Uma sensação de vazio me acomete sem motivo aparente algum. Mas por quê?
Que sentimento de perda é esse que se apodera de mim mesmo sem eu ter perdido coisa alguma? Meu coração está confuso e minha razão está jogando truco.
O dono de meu coração já tem dona. A profissão que eu escolhi não me escolheu. A dúvida se sobrepõe à certeza. Eu tenho um amigo que não é meu.
E agora, peço eu? Imploro por uma certeza, por um saber, sobre algo que eu não sei.
Estou sentada a espera de um milagre, talvez dois. E ele não vem. Ninguém vem, ninguém parte, ninguém permanece. Tudo muda, mas não porque queira. Tudo muda porque o tempo não para e tudo precisa mudar.
Uma mutação constante de um sentido desavisado. Algo que atravessa os dias, que permeia meus sentidos quando sou escuridão.
Eu tinha... eu quiz... me deixei levar pelo não, pelo nada. E agora é isso que tenho.
Perdi por não querer e não querendo me esqueci que é essa a essência da vida. O lutar pelo objetivo. O querer algo ou alguém mais que tudo.
Eu vivi sem intensidade. Sobrevivi as asperezas da vida, mas sem me confrontar com elas, simplesmente aceitando-as. Isso só poderia terminar em um triste fim.
Estava eu em um casulo? Com meus olhos fechados ao mundo, sem ouvir, sem mexer-me, sem exprimir qualquer sentimento que não fosse programado.
Rompa-se. Em um rompante, um clarão. Não me reconheço, porque não sou.
Conheça-me. Não sou borboleta, não sou mariposa. Estou acima de conceitos porque estes não mais me importam.
Serei eu o que de mim eu fizer. Farei eu o que para mim aprouver.
A partir de agora não serei mais menina, não serei mais mulher,...
Serei como a aurora que a interprete quem quiser. Serei uma sereia em terra, uma jurista sem mister. Serei o amor que renasce em meus olhos nos olhos de quem me quer.



Um comentário:
Putz garota!!!
Amei!!!
Beijão!
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